Recentemente algumas notícias trouxeram boas novidades para os usuários de telefonia celular.
A Nokia efetuou parceria com a Macromedia para trazer a versão Mobile do flash Player nos aparelhos da série 60, que utilizam Symbian.
Mas não é a primeira parceria da finlandesa que também efetuou parcerias e traz o Real player.
Como se não bastasse, foi anunciado no 3GSM World Congress, que também teriam Windows Media Player.
O Flash Player sempre se destinou a aplicações multímidias, jogos e animações, salvo algumas exceções onde se comportava como aplicativo.
A Animação do flash é compensada pela falta de interação entre o usuário e o aplicativo, por assim dizer.
Trabalhar com flash, na versão que conhecemos hoje dele, criaria um grande trabalho para os desenvolvedores no que se refere a adaptar conteúdos para as diferentes telas dos diferentes dispositivos.
O outro impecilho, não menor, seria a capacidade dos aparelhos em apresentar as animações, visto que o formato SWF requer uma boa quantidade de memória de vídeo e armazenamento.
E hoje, adequar esse tipo de visualização aos aparelhos celulares disponíveis no mercado, seria comprometer a visualização e praticidade da tecnologia.
Salvo alguns PDAs e Handhelds, poucos dispositivos tem capacidade para efetuar tais tarefas sem comprometer desempenho, praticidade e acessibilidade.
É claro que uma versão “mobile” requer adaptações fundamentais para este nicho de mercado. Um “pocket Brownser” deve ser bem diferente da sua versão desktop. O mesmo se aplica para players de áudio, vídeo, leitores de email, PIMs (Personal Information Manager) e toda a infindável gama de programas para os dispositivos móveis.
A adaptação não se passa apenas do lado tecnológico, mas também pelo lado comercial, onde as operadoras teriam que rever os conceitos de cobrança por tráfego (dados recebidos no dispositivo) ou por pulso, e é claro: as taxas exorbitantes cobradas pelo serviço hoje em nosso país.
Não seria nada agradável para o usuário pagar uma fortuna enquanto assiste a evolução de uma barra de “loading” em sua tela.
Adaptações em Tela, capacidade de armazenamento, processamento e até mesmo autonomia de bateria devem ser levadas em conta neste tipo de situação.
É claro que a novidade tende a catalisar os fabricantes a desenvolverem cada vez mais dispositivos compatíveis com as necessidades do mercado. Finda esta fase, restará apenas a insegurança quanto a disponibilidade de atualização de uma plataforma proprietária e dependente de um único fornecedor.
(Quem teve as primeiras versões de Windows CE, sabe bem do que falo.)
A disponiblidade de animação, cores e possibilidades que se tem em uma ferramenta como o Flash player pode ser algo fantástiCO se for adaptada ao mercado e não simplesmente inserida. Suporte para usuários e desenvolvedores também farão da plataforma algo seguro…
Ou também, pode fazer com que se torne mais um erro nos arquivos da tecnologia.
Sobre Flash Player
Sobre Real Player






2 Comentários foram postados.
October 6th, 2005 @19:54
gostaria de receber email com as novidades da plataforma symbian. Obrigado.
October 6th, 2005 @19:54
Trazer o Real Player? O Symbian já incorpora o Real Player já há algum tempo.
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