Parece que a tecnologia de telefonia móvel pode ser aplicada para deficientes visuais. É o que pretende mostrar a RATP, empresa francesa de transporte público e atende 250 estações de parada em Paris, com um novo sistema que pretende guiar portadores dessa deficiência através de mensagens por voz através do celular.
Desenvolvido pela Faber Novel, associação especializada em tecnologia de informação e comunicações, o projeto já está em pleno funcionamento na estação de metrô Franklin Roosevelt.
Os 25 voluntários ficam nas plataformas da linha 1, que segue para La Defesa e se movimentam por ela seguindo indicações recebidas pelo celular.
O celular identifica com precisão o local onde o usuário se encontra, reconhece e indica os obstáculos e o caminho a seguir através de mensagens de voz.
Poucas pessoas podem vislumbrar a necessidade de um cego utilizar um sistema de localização por mensagens de voz. Até então, esse tipo de ferramenta, mesmo que aúdio não seja o principal meio (como o GPS por exemplo) era visto como ferramentas de pessoas com todos os sentidos em perfeito estado.
Isso me faz pensar em acessibilidade. É óbvio que usuários com deficiência visual têm uma opção a mais para utilizar-se de um serviço como este e até mesmo de adquirir dispositivos que possam se utilizar dele.
O Bruno Torres escreveu um ótimo artigo sobre Acessibilidade e vale a pena dar uma olhada: Acessibilidade não é altruísmo.
Ao meu ver, trazer uma solução dessa para o mercado não tem realmente ligações únicas com expressões como “caridade” e “altruísmo. Existem diversos mercados e carências disponíveis para serem explorados, e uní-los a uma ação de cunho social pode ser sucesso garantido para muitas soluções.
A melhor forma de saber se seu serviço é aceito por uma certa fatia de mercado, é obviamente oferecendo e recolhendo feedbacks. Analisados com as devidas ferramentas de risco (e risco por si só já explica o conceito), a exposição ao mercado é a melhor forma de analisar sua absorção como também de criação de novas possibilidades.
Como colocou bem o Bruno:
“[...]E muita gente tem a noção — errada, claro — de que cegos não compram, por exemplo, livros, televisões, quadros, ingressos para cinema ou teatro ou qualquer outro produto que seja essencialmente ou primariamente visual.”
O mercado é um grande quintal.
Só não podemos enxergá-lo quando estamos com as portas fechadas.



2 Comments Received
March 20th, 2006 @14:46
Boa Tarde,
esta é a primeira vez que visito este tipo de site pois estou fazendo o TCC da faculdade voltado para a evolução da telefonia movel se puderem me dar algumas dicas estou aberto a sugestões.
Obrigado.
October 6th, 2006 @17:22
Boa Tarde, por coincidencia tembém estou fazendo TCC na area de telefonia movel, se vc s puderem me ajudar com algum material , agradeço.
jayne
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